LEI DE IDENTIFICAÇÃO CIVIL E CRIMINAL AVANÇA NA ESPECIALIDADE
Os capítulos I e II da Proposta de Lei de Identificação Civil e Criminal foram aprovados, na especialidade, esta quinta-feira, 29 de Outubro, pelas Comissões de Trabalho Especializadas da Assembleia Nacional. A apreciação do diploma prossegue sexta-feira, com vista ao aperfeiçoamento das normas relativas à emissão do Bilhete de Identidade, ao Registo Criminal e à protecção de dados pessoais.
Durante a discussão, os deputados analisaram propostas de alteração às definições, aos princípios gerais e aos procedimentos de identificação civil e criminal. O debate incidiu sobre a segurança das bases de dados, o tratamento de informações biométricas e criminais, a minimização dos dados recolhidos e a garantia da autenticidade e confidencialidade das informações dos cidadãos.
Em resposta às preocupações levantadas pelos parlamentares, o ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Marcy Lopes, esclareceu que a base de dados de identificação civil e criminal dispõe de mecanismos de segurança e controlo de acesso. Segundo o governante, apenas funcionários devidamente autorizados, mediante credenciais próprias, podem consultar ou alterar os registos, sendo possível rastrear os acessos e as informações extraídas.
Marcy Lopes sublinhou ainda que o acesso directo à base de dados é vedado por lei, inclusive ao próprio ministro.
Os parlamentares abordaram igualmente a consagração dos princípios da legalidade, proporcionalidade, não discriminação e transparência no tratamento dos dados, bem como a necessidade de evitar sobreposições com matérias já reguladas noutros diplomas, sobretudo nos domínios do registo civil e da protecção de dados pessoais.
A proposta visa actualizar o quadro jurídico da identificação civil e criminal, uniformizar procedimentos e acompanhar a evolução tecnológica, salvaguardando os direitos fundamentais dos cidadãos.
A apreciação na especialidade prossegue sexta-feira, com a análise das restantes disposições do diploma.