ANGOLA REAFIRMA COMPROMISSO COM A PROTECÇÃO DA VIDA E A DIGNIDADE HUMANA NO 15.º CONGRESSO INTERNACIONAL DE MINISTROS DA JUSTIÇA, EM ROMA
O Ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Marcy Lopes, reafirmou esta segunda-feira, em Roma, que a vida humana constitui “o bem jurídico supremo” e o alicerce de todos os demais direitos reconhecidos e protegidos pelo ordenamento jurídico angolano.
Ao intervir no 15.º Congresso Internacional dos Ministros da Justiça que decorre nos dias 1 e 2 de Dezembro, sob o lema “Não há Justiça sem Vida”, numa iniciativa da Comunidade de Sant’Egídio, o governante sublinhou que a Constituição da República de Angola, em consonância com instrumentos internacionais como a Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos e a Declaração Universal dos Direitos Humanos, consagra a inviolabilidade da vida como valor essencial da sociedade angolana.
Marcy Lopes, destacou que a defesa da vida implica não apenas a prevenção de violações, mas também a promoção activa de condições que assegurem uma existência digna para todos os cidadãos, incluindo o acesso a serviços essenciais, oportunidades de desenvolvimento e políticas públicas que permitam o pleno exercício da cidadania.
Acrescentou ainda que, para o Executivo angolano, a protecção da vida é simultaneamente um dever jurídico e um compromisso moral, institucional e social com o desenvolvimento humano, a justiça social e o respeito pela dignidade da pessoa humana.
O Congresso tem como objectivo reforçar o debate internacional sobre a abolição da pena de morte e promover a cooperação entre Estados na área da justiça. Reúne ministros da justiça de vários países, entre os quais Estados que, como Angola, já aboliram a pena de morte, bem como países que ainda a mantêm, promovendo a reflexão conjunta sobre a centralidade da vida enquanto direito humano fundamental.
GCII do MINJUSDH – Luanda, 01 de Dezembro de 2025